
Psoríase e estresse: por que a pele piora e como controlar
A psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele, não contagiosa, e o estresse emocional é um dos gatilhos conhecidos das crises. Controlar o estresse ajuda, mas não substitui o tratamento da psoríase, que pode incluir cremes, fototerapia, medicamentos orais e medicamentos imunobiológicos, conforme a gravidade.
Pontos-chave
A psoríase é uma doença de longa duração ligada ao sistema imunológico, com fases de piora e de melhora.
A psoríase não é contagiosa e não passa de uma pessoa para outra pelo contato.
Estresse, infecções, lesões na pele, álcool, tabagismo e alguns medicamentos podem desencadear crises.
O tratamento da psoríase é escolhido conforme a gravidade e a área afetada.
Dor ou inchaço nas articulações em quem tem psoríase pode indicar artrite psoriásica.
O que é psoríase?
Psoríase é uma doença crônica da pele em que o sistema imunológico, hiperativo, faz as células da pele se multiplicarem rápido demais. Segundo o Instituto Nacional de Artrite e Doenças Musculoesqueléticas e de Pele dos Estados Unidos (NIAMS), a psoríase envolve fatores genéticos e ambientais. Ter familiares com psoríase aumenta o risco.
A psoríase não tem cura, mas o tratamento ajuda a controlar os sintomas. No Brasil, o Ministério da Saúde publicou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Psoríase, aprovado pela Portaria Conjunta nº 18, de 14 de outubro de 2021, que orienta o tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS).
Quais são os sintomas de psoríase?
Os sintomas de psoríase variam de pessoa para pessoa e costumam ir e voltar, com períodos de crise. O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) descreve a psoríase como manchas secas e descamativas que podem coçar ou doer. Os sintomas mais comuns são:
Placas na pele: áreas avermelhadas, secas e com descamação.
Coceira ou ardor: nas placas ou ao redor delas.
Dor na pele: em especial quando as placas racham.
Alterações nas unhas: manchas, pequenos furos ou descolamento.
Descamação no couro cabeludo: que pode ser confundida com caspa.
Dor, rigidez ou inchaço nas articulações: sinal possível de artrite psoriásica.
Por que o estresse piora a psoríase?
O estresse emocional é citado pelo NHS e pelo NIAMS como gatilho comum das crises de psoríase. Como a psoríase envolve o sistema imunológico, situações de tensão podem favorecer a inflamação da pele. O mecanismo exato ainda não é totalmente conhecido, mas muitas pessoas percebem piora das placas em fases de estresse.
A relação entre psoríase e estresse pode funcionar nos dois sentidos. As placas visíveis e a coceira afetam a autoestima e o sono, o que aumenta a tensão. O NIAMS lista ansiedade e depressão entre as condições associadas à psoríase.
Outros gatilhos de crise de psoríase citados pelo NHS e pelo NIAMS:
Infecções, como a infecção de garganta por estreptococo.
Lesões na pele, como cortes e arranhões.
Consumo de álcool e tabagismo.
Obesidade.
Alguns medicamentos, que só devem ser trocados com orientação médica.
Qual é a diferença entre psoríase e dermatite atópica?
Psoríase e dermatite atópica são doenças crônicas da pele que causam coceira e descamação, por isso podem ser confundidas. A diferença está no aspecto das lesões, na idade de início, nos locais mais afetados e nos gatilhos. O diagnóstico correto define o tratamento.
Como costuma ser a psoríase?
Placas mais espessas, com descamação evidente.
Pode afetar unhas e articulações.
Gatilhos frequentes: estresse, infecções e lesões na pele.
Como costuma ser a dermatite atópica?
Coceira intensa, com pele muito seca e avermelhada.
Mais comum em crianças, segundo o NHS.
Gatilhos frequentes: sabonetes, detergentes, calor, poeira e estresse.
Como é feito o diagnóstico de psoríase?
O diagnóstico de psoríase costuma ser clínico, feito pelo dermatologista com base na história e no exame da pele, das unhas e do couro cabeludo. O médico avalia o tipo de lesão, a extensão e o impacto na qualidade de vida. Em casos de dúvida, o dermatologista pode indicar biópsia da pele.
História clínica: início das lesões, crises anteriores, casos na família e possíveis gatilhos.
Exame da pele: aspecto, local e extensão das placas.
Avaliação das articulações: dor, rigidez ou inchaço que sugerem artrite psoriásica.
Avaliação da qualidade de vida: o PCDT da Psoríase utiliza o Índice de Qualidade de Vida Dermatológico (DLQI).
Biópsia: reservada para os casos em que o exame clínico não esclarece o diagnóstico.
Qual é o tratamento de psoríase?
O tratamento de psoríase depende do tipo e da gravidade da doença. Segundo o NIAMS e o NHS, a psoríase leve costuma ser tratada com cremes ou pomadas, como corticoides e derivados da vitamina D, além de hidratantes. A psoríase moderada a grave pode precisar de fototerapia, medicamentos orais ou medicamentos injetáveis, incluindo imunobiológicos.
Controlar o estresse, dormir bem, evitar álcool e tabaco e cuidar do peso ajudam a reduzir gatilhos, mas não substituem o tratamento médico.
Importante
O acompanhamento com psicólogo ou psiquiatra pode ser indicado quando a psoríase afeta o humor ou a vida social.
Quando procurar um médico por causa da psoríase?
Procure um dermatologista quando surgirem placas com descamação, quando o tratamento não funcionar ou causar efeitos colaterais, ou quando houver dor e inchaço nas articulações.
Emergência
Vermelhidão que se espalha rápido com bolhas de pus, febre ou mal-estar exige atendimento urgente: ligue 192 (SAMU). Em sofrimento emocional, o CVV atende 24 horas, gratuitamente, pelo 188.
Como a INKI acompanha pacientes com psoríase?
A INKI oferece consultas particulares de dermatologia por teleconsulta ou presenciais, com médicos selecionados. CRM e RQE são informados nos perfis. Na consulta, o dermatologista avalia a extensão da psoríase, os gatilhos e os tratamentos anteriores. Quando há dor nas articulações ou sofrimento emocional, o médico orienta a avaliação com outras especialidades.
Receitas e pedidos de exames são emitidos com assinatura digital, válidos em todo o Brasil. A INKI emite nota fiscal para pedido de reembolso ao plano de saúde. O agendamento é feito pelo WhatsApp (11) 5444-2444.
Perguntas frequentes sobre psoríase
Psoríase pega?
Não. A psoríase não é contagiosa e não passa de uma pessoa para outra pelo toque, pelo compartilhamento de objetos ou pela água da piscina. O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) reforça que não é possível pegar psoríase de outra pessoa. A psoríase está ligada ao sistema imunológico e a fatores genéticos.
Psoríase tem cura?
A psoríase não tem cura, mas tem tratamento. Segundo o NHS, os sintomas da psoríase aparecem em crises e podem ser controlados com tratamento contínuo. O dermatologista ajusta o tratamento conforme a gravidade, a resposta e os efeitos colaterais. O acompanhamento regular permite revisar o tratamento sempre que a psoríase piorar.
Controlar o estresse substitui o tratamento da psoríase?
Não. Controlar o estresse ajuda a reduzir um dos gatilhos conhecidos das crises de psoríase, mas não substitui o tratamento indicado pelo dermatologista. Atividade física, sono regular e apoio psicológico podem complementar o cuidado. Medicamentos de uso contínuo não devem ser suspensos por conta própria, mesmo em fases de melhora.
A psoríase pode afetar as articulações?
Sim. Algumas pessoas com psoríase desenvolvem artrite psoriásica, uma inflamação das articulações que causa dor, rigidez e inchaço. O NHS orienta procurar um médico se houver dor, rigidez ou inchaço recorrentes nas articulações. O diagnóstico precoce da artrite psoriásica permite iniciar o tratamento adequado com o reumatologista.
Quais outros artigos da INKI ajudam a entender psoríase?
Fontes
Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas: Psoríase
National Institute of Arthritis and Musculoskeletal and Skin Diseases (NIAMS). Overview of Psoriasis
NHS, Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido. Atopic eczema
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde.
Conteúdo informativo, produzido pela Equipe Editorial INKI. Não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico. Em caso de emergência, ligue 192 (SAMU) ou procure o pronto-socorro mais próximo. Pensamentos de suicídio: ligue 188 (CVV), 24 horas.







