Dor de garganta: posso tomar antibiótico por conta própria?

Dor de garganta: posso tomar antibiótico por conta própria?

Por Equipe editorial INKI7 min de leituraPublicado em

Não se deve tomar antibiótico para dor de garganta por conta própria. A maioria das dores de garganta é causada por vírus e não melhora com antibiótico. A infecção bacteriana existe, mas precisa de avaliação médica para ser confirmada. Antibiótico sem indicação causa efeitos colaterais e favorece a resistência bacteriana. No Brasil, a venda exige receita retida na farmácia.

Pontos-chave

  • A maioria das dores de garganta é viral e melhora sozinha em cerca de uma semana.

  • O Manual MSD informa que as bactérias respondem por cerca de um terço das infecções de garganta.

  • A aparência da garganta não basta para diferenciar infecção viral de bacteriana.

  • A venda de antibióticos no Brasil exige receita em duas vias, com retenção na farmácia, conforme a Resolução RDC nº 471/2021 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O que é dor de garganta (faringite)?

Dor de garganta é a dor, ardência ou irritação na faringe, a região atrás da boca. Quando a causa é uma inflamação da faringe, o nome técnico é faringite; quando atinge as amígdalas, amigdalite. A dor de garganta costuma ser causada por vírus, os mesmos do resfriado e da gripe, e melhora sozinha.

O Manual MSD informa que as bactérias respondem por cerca de um terço das infecções de garganta. O estreptococo do grupo A é a bactéria mais comum, principalmente em crianças de 5 a 15 anos. Fumaça, refluxo ácido e alergias também podem causar dor de garganta sem infecção.

Quais são os sintomas de dor de garganta viral e bacteriana?

Os sintomas de dor de garganta incluem dor ao engolir, ardência, rouquidão e, às vezes, febre. Na dor de garganta viral, é comum haver coriza, tosse e espirros. Na dor de garganta por estreptococo, costuma haver febre, placas brancas nas amígdalas, gânglios do pescoço aumentados e doloridos e ausência de tosse.

  1. Dor ao engolir: presente nas duas formas de dor de garganta.

  2. Coriza, tosse e espirros: sugerem causa viral.

  3. Placas brancas nas amígdalas: aparecem na infecção por estreptococo e também em algumas infecções virais.

  4. Gânglios do pescoço aumentados e doloridos: mais comuns na infecção por estreptococo.

  5. Febre: pode ocorrer nas duas formas.

  6. Cansaço intenso e amígdalas muito aumentadas: podem indicar mononucleose, uma infecção viral.

Qual a diferença entre dor de garganta viral e bacteriana?

A dor de garganta viral e a dor de garganta bacteriana podem parecer iguais ao olhar. O Manual MSD explica que a aparência da garganta não basta para diferenciar as duas causas. Alguns sintomas sugerem uma ou outra, mas a confirmação da causa bacteriana depende da avaliação médica e, em muitos casos, de teste para estreptococo.

Dor de garganta viral

  • Costuma vir com coriza, tosse, espirros ou rouquidão.

  • Melhora sozinha, em geral em até uma semana.

  • Não melhora com antibiótico.

Dor de garganta bacteriana (estreptocócica)

  • Costuma ter febre, placas nas amígdalas e gânglios doloridos, sem tosse.

  • É mais frequente em crianças e adolescentes de 5 a 15 anos.

  • É confirmada por teste de estreptococo, com coleta por cotonete na garganta.

  • É tratada com antibiótico prescrito pelo médico.

Como é feito o diagnóstico da dor de garganta?

O diagnóstico da dor de garganta é feito pelo médico, com conversa e exame físico. O médico pergunta sobre o início dos sintomas, febre, tosse, coriza e contato com pessoas doentes. Em seguida, examina a garganta, as amígdalas e o pescoço. Quando há suspeita de estreptococo, o médico pode pedir um teste.

  • Histórico: duração dos sintomas, febre, tosse e casos semelhantes em casa.

  • Exame da garganta: vermelhidão, placas e inchaço das amígdalas.

  • Palpação do pescoço: gânglios aumentados ou doloridos.

  • Teste para estreptococo: coleta com cotonete na garganta, com teste rápido ou cultura.

  • Exames de sangue: em suspeita de mononucleose ou de outras infecções.

Qual é o tratamento da dor de garganta?

O tratamento da dor de garganta viral é feito com medidas de alívio: repouso, líquidos, alimentos macios e analgésicos como paracetamol ou ibuprofeno, na dose da bula. Pastilhas e sprays podem aliviar a dor, mas não tratam a infecção. A dor de garganta viral costuma melhorar em até uma semana.

A dor de garganta bacteriana confirmada é tratada com antibiótico prescrito pelo médico, como penicilina ou amoxicilina, segundo o Manual MSD. Uma revisão Cochrane mostrou que o antibiótico encurta os sintomas em cerca de 16 horas, em média, e reduz complicações como febre reumática e abscesso. A mesma revisão concluiu que o benefício absoluto é pequeno.

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Importante

Antibiótico sem indicação causa efeitos colaterais e favorece a resistência bacteriana.

Quando procurar um médico por dor de garganta?

Procure um médico se a dor de garganta for intensa, durar mais de 3 dias, piorar, voltar com frequência ou vier com febre alta. Pessoas com imunidade baixa devem buscar avaliação mais cedo.

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Emergência

Procure o pronto-socorro ou ligue para o SAMU 192 se houver dificuldade para respirar, ruído agudo ao respirar, dificuldade para engolir a própria saliva ou baba escorrendo.

Como a INKI acompanha pacientes com dor de garganta?

A INKI oferece consultas particulares por teleconsulta ou presenciais com médicos selecionados para avaliar dor de garganta. O CRM e o RQE de cada médico aparecem nos perfis. Na teleconsulta, o médico avalia os sintomas e indica exame presencial ou teste para estreptococo quando a avaliação mostrar necessidade.

Receitas e pedidos de exames são emitidos com assinatura digital, válidos em todo o Brasil. O paciente recebe nota fiscal para pedir reembolso ao plano de saúde, conforme as regras do contrato. O agendamento é feito pelo WhatsApp (11) 5444-2444.

Perguntas frequentes sobre dor de garganta

Dor de garganta com placa é sempre bacteriana?

Não. Placas brancas nas amígdalas aparecem na infecção por estreptococo, mas também em infecções virais, como a mononucleose. O Manual MSD explica que a aparência da garganta não basta para diferenciar a causa viral da bacteriana. Por isso, a dor de garganta com placa precisa de avaliação médica e, em muitos casos, de teste para estreptococo antes de qualquer antibiótico.

Posso usar o antibiótico que sobrou de outro tratamento?

Não. O antibiótico que sobrou pode não ser o indicado, a quantidade costuma ser insuficiente e a dose pode estar errada para o quadro atual. O uso sem indicação expõe a efeitos colaterais, como diarreia e alergia, e favorece a resistência bacteriana. Antibiótico deve ser usado só com prescrição e pelo tempo indicado pelo médico.

Por que a farmácia não vende antibiótico sem receita?

A Resolução RDC nº 471/2021 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exige receita para a venda de antibióticos. A receita é feita em duas vias, a farmácia retém a segunda via e a validade é de 10 dias após a emissão. A regra busca controlar o uso de antibióticos no país e limitar o avanço da resistência bacteriana.

Quanto tempo dura uma dor de garganta?

A maioria das dores de garganta melhora em até uma semana, segundo o portal de saúde do governo da Irlanda do Norte (nidirect). A dor de garganta por estreptococo também costuma melhorar em cerca de sete dias, mesmo sem antibiótico, segundo o Manual MSD. Dor que dura mais de 3 dias, piora ou volta com frequência precisa de avaliação médica.

Gargarejo com água e sal resolve dor de garganta?

O gargarejo com água morna e sal é uma medida caseira popular para aliviar a dor de garganta. O Manual MSD observa, porém, que o gargarejo com água e sal não parece trazer benefício. Líquidos, alimentos macios, repouso e analgésicos na dose da bula são as medidas de alívio mais indicadas para a dor de garganta viral.

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Fontes

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde.

Conteúdo informativo, produzido pela Equipe Editorial INKI. Não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico. Em caso de emergência, ligue 192 (SAMU) ou procure o pronto-socorro mais próximo. Pensamentos de suicídio: ligue 188 (CVV), 24 horas.

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