Cuidados paliativos: o que são, para quem e quando indicar

Cuidados paliativos: o que são, para quem e quando indicar

Por Equipe editorial INKI6 min de leituraPublicado em

Cuidados paliativos são cuidados que aliviam dor, falta de ar e outros sintomas e oferecem apoio emocional, social e espiritual à pessoa com doença grave e à sua família. Os cuidados paliativos podem começar no diagnóstico, junto com o tratamento da doença, e não significam desistir: o objetivo é qualidade de vida em todas as fases.

Pontos-chave

  • Cuidados paliativos são indicados para pessoas de qualquer idade com doença grave, progressiva e que ameaça a vida.

  • Cuidados paliativos podem ser feitos junto com tratamentos que buscam controlar ou curar a doença.

  • O cuidado é feito por equipe multiprofissional e inclui a família.

  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 56,8 milhões de pessoas no mundo precisam de cuidados paliativos a cada ano, e que só cerca de 14% delas recebem esse cuidado.

O que são cuidados paliativos?

Cuidados paliativos são uma abordagem que melhora a qualidade de vida de pacientes, adultos e crianças, e de suas famílias diante de doenças que ameaçam a vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os cuidados paliativos previnem e aliviam o sofrimento pelo tratamento da dor e de outros problemas físicos, psicossociais e espirituais.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) descreve os cuidados paliativos como cuidado ativo e integral para pessoas com doença grave e progressiva. Cuidados paliativos não se limitam aos últimos dias de vida. Também não significam suspender tratamentos: o foco é cuidar da pessoa como um todo, e não apenas da doença.

Para quem são indicados os cuidados paliativos?

Cuidados paliativos são indicados para pessoas com doenças que não têm cura ou que ameaçam a vida, em qualquer fase. Segundo a OMS, a maioria dos adultos que precisa de cuidados paliativos tem doenças crônicas, como as listadas abaixo.

  1. Doenças cardiovasculares: como insuficiência cardíaca avançada.

  2. Câncer: em qualquer fase, inclusive durante o tratamento.

  3. Doenças respiratórias crônicas: como doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

  4. Aids: especialmente quando há sintomas difíceis de controlar.

  5. Diabetes: quando há complicações que reduzem a qualidade de vida.

Qual a diferença entre cuidados paliativos e cuidados de fim de vida?

Cuidados paliativos e cuidados de fim de vida são relacionados, mas não são a mesma coisa. Os cuidados de fim de vida fazem parte dos cuidados paliativos e se concentram na fase final da doença.

Cuidados paliativos

  • Podem começar no diagnóstico de uma doença grave.

  • Podem ser feitos junto com tratamentos para a doença.

  • Tratam dor e outros sintomas físicos, psicológicos, sociais e espirituais.

  • Incluem apoio à família.

Cuidados de fim de vida

  • Começam quando a pessoa se aproxima do fim da vida, segundo o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS).

  • O NHS considera que a pessoa se aproxima do fim da vida quando a morte é provável nos próximos 12 meses, embora isso nem sempre seja previsível.

  • O foco passa a ser conforto, qualidade de vida e dignidade, segundo o INCA.

  • Podem durar dias, meses e, às vezes, mais de um ano, segundo o NHS.

Como é feita a avaliação para cuidados paliativos?

A indicação de cuidados paliativos é feita pelo médico a partir do diagnóstico, da evolução da doença e das necessidades da pessoa e da família. A OMS recomenda considerar os cuidados paliativos cedo no curso da doença. A avaliação identifica sintomas, preferências e objetivos de cuidado.

  • Avaliação de sintomas: dor, falta de ar, náusea, cansaço, insônia e outros.

  • Avaliação emocional e social: ansiedade, tristeza, rede de apoio e condições de cuidado em casa.

  • Conversa sobre valores e preferências: o que é mais importante para a pessoa no cuidado.

  • Planejamento de cuidados: decisões antecipadas sobre tratamentos e local de cuidado.

  • Apoio à família: orientação e suporte aos cuidadores.

Como funciona o tratamento em cuidados paliativos?

O tratamento em cuidados paliativos combina controle de sintomas, apoio emocional e organização do cuidado. Dor, falta de ar, náusea e outros sintomas são tratados com medicamentos e medidas não medicamentosas. Segundo a OMS, cerca de 80% dos pacientes com aids ou câncer e 67% dos pacientes com doença cardiovascular ou DPOC terão dor moderada a grave no fim da vida.

Os cuidados paliativos são feitos por equipe multiprofissional. O INCA cita médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos, fonoaudiólogos e farmacêuticos.

💡

Importante

O cuidado pode acontecer no hospital, no ambulatório ou em casa, e o plano é revisto conforme a doença evolui.

Quando procurar um médico para cuidados paliativos?

Procure um médico para conversar sobre cuidados paliativos logo após o diagnóstico de uma doença grave, ou quando dor, falta de ar, cansaço ou sofrimento emocional prejudicarem a vida diária.

🚨

Emergência

Em caso de falta de ar intensa, dor forte sem controle, sangramento ou confusão mental súbita, ligue para o SAMU 192 ou procure o pronto-socorro.

Como a INKI acompanha pacientes em cuidados paliativos?

A INKI oferece consultas particulares por teleconsulta ou presenciais com médicos selecionados, com CRM e RQE informados nos perfis. Pacientes com doença grave e suas famílias podem ser acompanhados por médico de família, clínico geral ou geriatra, em conjunto com a equipe que trata a doença. Em algumas regiões, a INKI oferece atendimento domiciliar, e a disponibilidade é confirmada no agendamento.

No SUS, os cuidados paliativos fazem parte da Política Nacional de Cuidados Paliativos (Portaria GM/MS nº 3.681/2024). Pergunte na sua Unidade Básica de Saúde.

Receitas e pedidos de exames são emitidos com assinatura digital, válidos em todo o Brasil. A consulta gera nota fiscal, que pode ser usada para pedido de reembolso ao plano de saúde, conforme as regras do contrato. O agendamento é feito pelo WhatsApp (11) 5444-2444.

Perguntas frequentes sobre cuidados paliativos

Cuidados paliativos significam que não há mais tratamento?

Não. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), cuidados paliativos podem começar cedo e ser feitos junto com tratamentos que buscam controlar ou curar a doença. O objetivo dos cuidados paliativos é aliviar sintomas e sofrimento em todas as fases. Quando a doença avança, o cuidado continua, com foco em conforto e dignidade.

Cuidados paliativos são só para pacientes com câncer?

Não. Cuidados paliativos são indicados para várias doenças graves e progressivas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a maioria dos adultos que precisa de cuidados paliativos tem doenças cardiovasculares, câncer, doenças respiratórias crônicas, aids ou diabetes. Crianças com doenças graves também podem receber cuidados paliativos.

Cuidados paliativos podem ser feitos em casa?

Sim. Cuidados paliativos podem ser feitos no hospital, no ambulatório ou em casa, conforme as necessidades da pessoa e as condições da família. A Organização Mundial da Saúde defende a integração dos cuidados paliativos à atenção primária e ao cuidado domiciliar e comunitário. A equipe orienta os cuidadores sobre sintomas, medicamentos e sinais de alerta.

Quem faz parte da equipe de cuidados paliativos?

A equipe de cuidados paliativos é multiprofissional. Segundo o INCA, inclui médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos, fonoaudiólogos e farmacêuticos. Capelães, voluntários e cuidadores também apoiam o paciente e a família. A composição da equipe varia conforme as necessidades de cada pessoa.

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Fontes

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde.

Conteúdo informativo, produzido pela Equipe Editorial INKI. Não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico. Em caso de emergência, ligue 192 (SAMU) ou procure o pronto-socorro mais próximo. Pensamentos de suicídio: ligue 188 (CVV), 24 horas.

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